Ploft!

Faz um bom tempo (um tempo bem grande, aliás) li o Uma longa queda, do Nick Hornby, e nunquinha que falei dele aqui. Pois agora eu vou falar. Ainda tenho ele na memória, acho.

O lance do livro é assim: quatro figuras tri diferentes entre si resolvem se suicidar na noite de reveillon e sobem no terraço do prédio, digamos, mais suicidável de Londres.

Ali em cima eles percebem que têm vontade de se matar mas não têm coragem. E começa um relacionamento tragicômico entre eles, cheio de idas e vindas, descobertas, micos, desassossegos – nada fica na zona de conforto. Aliás, não rola uma zona de conforto nesse livro, apesar de ser bem gostoso de ler.

É divertido, pra quem curte o humor inglês. Eu curto. Eu me diverti. Eu gosto de ironia. (Se não gostasse estaria frita, afinal estou casada há quase 20 anos com o Chico, hehehe…)

Gostei muito desse lance de ser narrado em primeira pessoa pelos quatro personagens, que se alternam na narrativa de uma forma bem legal. Engraçado é que eu tinha acabado de ler o Pequena Abelha, onde duas personagens também tri diferentes entre si alternam a narrativa em primeira pessoa. Fiz até este post aqui sobre o livro, espia. Então, eu estou gostando MUITO dessa forma de narrativa, e agora estou torcendo que isto seja uma espécie de AVISO dos céus de que vai ser desse jeito que vou escrever meu romance que será um sucesso retumbante e… viajei.

Voltando. Bom, eu recomendo a leitura, porque eu curti. Curti pra caralho. Ops, foi mal, Maureen.

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