Divagandim

Acho que vou acabar tendo que mudar o nome deste bloguim, porque está divagarim por demais. Eu ando mesmo numa onda muito boa de acreditar na força criativa das palavras, assim, de achar que o que a gente fala, pensa ou escreve é aquilo que vai acabar sintonizando com o universo, o cosmo, a energia, o destino, os deuses, as deusas, ou seja lá que xurumela for. Eu acredito bem muito nesses lances da força do pensamento, pronto, falei. (Sempre encontro vaga boa para estacionar, porque pelo menos isto eu sei claramente que sempre desejo, juro.)

Acho que eu devia fazer como o meu amigo (semi-virtual), o Toninho Costa, que foi muito safo e colocou o nome do primeiro livro dele de O Mais Vendido, se não é isso é quase isso, é algo assim. Adorei, assim como adorei o Mãe na Zona, dele também. Curti muito, falou de um passado muito familiar pra mim, coisas da minha geração e da minha terra e tals, e eu adoro o jeito que ele escreve. (Por falar nisso espero sinceramente que a mãe dele esteja em casa, bem tranquila e sossegada, porque o universo, o cosmo, a energia, etc etc, eles todos, sejam quem for, escrevem certo por linhas tortas, então a gente tem que prestar atenção).

Então que eu pedi pros céus e deusas e deuses que me trouxessem uma motivação profissional, porque eu andava sabática por demais, na verdade eu andava era mesmo sorumbática. E o(s) danado(s) me trouxe(ram) uma ruma de trabalho.

Acabei de fazer um folder industrial, enorme, com meu amigo Elson (e o trabalho ficou lindo, por sinal). Estou com dois projetos de livros andando juntos: um fala do Mucuripe, de uma vida cinco estrelas à Beira Mar; o outro fala do Pirambu, de toda uma história de vida e de luta de retirantes da seca do quinze e pescadores artesanais. Os dois têm o mesmo prazo, os dois têm as mesmas alegrias e desafios.

Ah, e teve o lance do meu livrinho infantil, que está sendo editado, o Boi da Cara de Todas as Cores, deliciosamente ilustrado por Meg Banhos e em fase de finalização no Armazém da Cultura. O mais legal é que vem com a promessa de outros títulos, com a ideia de crescer para uma coleçãozinha (já tenho o nome e o conceito da coleção, e o próximo título está quase todo na minha cabeça).

Então, a porta dos frilas e dos trabalhos de escrevinhadeira se abriu. Do jeitinho que eu pedi, na estação de rádio que eu sintonizei. E agora eu estou meio em pânico, sem saber direito como me organizar, porque fiquei um tempão sem esta disciplina. Aliás eu nunca tive disciplina. (E por falar nisso, eu devia agora,  neste momento, estar trabalhando, mas estou aqui, nesse desabafim, falando comigo mesma, com meu querido diário, com meus amigos queridos.)

Por falar em amigos, estive numa saia justa essa semana que nem sei se vou contar. Aliás, foi uma saia TRIjusta, justíssima, meu joelhos ainda estão com hematomas de tanto ficar imprensados na barra desta saia.

Imagine que estava recebendo em casa uma amiga de infância, lá da minha terra, que veio aqui só pra me visitar, pra gente conversar. Daí um amigo muito querido convida para o casamento de sua filha, numa festa íntima, para poucos convidados. E outra amiga, também muito querida, volta de um tempo afastada e convida para um coquetel, pede muito que eu vá. Bem, a amiga que veio “veranear” não estava querendo vida social, nem roupa adequada trouxe pra coquetéis ou festas de casamento, e eu fiquei super sem jeito de deixar a visita sozinha em casa e… enfim.

Eu de qualquer forma iria furar com dois dos amigos, ficou complicado escolher, optei pela inércia e fiquei, fazer o quê? Quem me conhece sabe o quanto eu ando “entocada” estes últimos tempos. É uma necessidade interna e real de estar afastada, então estou tentando, também, me respeitar. Claro que furei com dois dos três amigos e acabei me sentindo culpada. (A culpa – uma coisa crônica e repetitiva – é uma das coisas que ainda não consegui me desfazer. Acho que é a palavra que mais falo nas minhas sessões de terapia.)

Então! Tem mais isso, tem a terapia. Uma coisa da qual eu fugi tanto tempo, e que comecei há tão pouco tempo, e já me pego querendo fugir de novo! Mas não vou fugir não, descobri o tanto que eu preciso, o tanto que está sendo importante, chega de culpa, chega de se sabotar, chega de procrastinar! Estou tentando cuidar de mim, da minha mente, da minha alma. (E também do meu corpo, aliás, estou to-da do-lo-ri-da, porque voltei a malhar, mas, como eu falto muito, quando eu vou o dia seguinte é um sufoco, hahaha!)

Bom, chega. Vou ali, trabalhar um pouco e (já tomei um dorflex) depois vou pra academia treinar. Pretendo escrever muito hoje. Fazer o trabalho andar mais rápido. Então bom dia, um bom dia de paz e luz para mim e para você, e meu muito, muito obrigada.