A tal da festa

A tal da festa estava marcada para começar às 8 horas. Mas já desde as 4 da tarde Maia andava em círculos pelo quarto sem saber que roupa vestir. Como iria, de carro? De táxi? Levaria o celular? Iria de cerveja ou partiria logo para o whisky, sem delongas? Maquiaria mais pesado a boca ou os olhos? Ou pesaria logo nos dois, no falar e no olhar, pegaria logo pesado, afinal fazia tanto tempo que ela não ia para uma balada, logo ela, logo ela.
Maia solteira, Maia sem hora para chegar, Maia sem medo de ser feliz, Maia querendo dançar e sacodir o corpo e não pensar em nada além da música e das luzes e dos corpos ao seu redor.
Bebe uma Coca Cola Zero com três cubos de gelo e acende um cigarro. O primeiro de uma longa série, pois Maia na farra fuma feito uma caipora, perde os limites na maior sem cerimônia, claro que depois a ressaca é grande, do tamanho dos arrependimentos todos, que se enfileiram. Mas Maia não dá muita atenção a eles. Um pouco, mas não muita. Continuar lendo

Anúncios