11:11, o portal e coisa e tal

IMG_9302.JPG

Sempre que olho para o relógio por volta das 11 horas me deparo com o bendito 11:11 no visor. Pode ser AM ou PM, essa marmota acontece. Ok, sempre é exagero, mas é fato que acontece muito.

Pode ser num instante no finzinho da manhã, distraída, ou quando dou aquela olhadinha no relógio antes de dormir. Ou quando adormeço cedo e acordo sei lá por que, pra depois dormir de novo. Não sei, só sei que é assim.

Daí, diante desse espanto, o que fiz eu? O que qualquer pessoa em sã consciência faria?

Fui pesquisar no Google, óbvio.

Gente, eu não acreditei no que eu achei. o.O

Tem um tal de portal esotérico nesse instante mágico. Eu estava sendo de alguma forma convidada a entrar no portal, eu acho. Uma Alice no país dos números 1, sugada, chipada, teletransportada para… para onde mesmo?

Pelo que entendi, tem coisa de anjo nisso. E coisa de energia cósmica. Achei legal. Gosto desse papo de anjo, de conexão divina, de coisas transcedentais, intergaláticas, adoro esses lereados, não vou nem mentir. Mas nunca pensei! E nunca pensei que euzinha estivesse tão conectada, porque realmente rola muito de eu olhar pro relógio e *ploft!* lá está o tal 11:11.

Uau. Foi uma descoberta e tanto. Meudeusum, que coisa loka, eu sou angelical, sou universal, sou sensacional! É, acho que vou ter que rezar um bucadim mais.

Bom, mas deixa eu pegar uns trechos dos textos que encontrei na minha pesquisa, só pra vocês verem o tamanho da putaria. Pasmem. E prestem mais atenção aos numerinhos de seus respectivos relógios, povo de pouca fé!

Millhões de pessoas tem algo em comum: elas vêem continuamente os números 11:11. São pessoas de todos países, raças, estilos de vida, e níveis de consciência. Até mesmo crianças em idade escolar sabem que quando elas vêem 11:11, é hora de fazer um pedido. De início parece mera coincidência, mas depois se torna estranho. “Eu liguei o meu carro exatamente às 11:11h.” “Porque eu sempre acordo às 11:11h?”

Este símbolo 11:11 está codificado em nossos registros, muito antes de encarnarmos pela primeira vez, e ele foi como que escrito nas fibras de nosso DNA pelos Conselhos Estelares. Agora é o momento de disparar o código, permitindo que os selos sejam descobertos. Percebem que cada vez que olham para o relógio e virem o 11:11, é um chamado do Universo? Ou ainda acreditam em acaso?

O “Portal 11:11” foi aberto em 11 de janeiro de 1992 e se fechará em 31 de dezembro de 2012. Esse “Portal” é geralmente concebido como uma lacuna ou ruptura entre dois mundos. Pode ser visto também como um abismo ou separação que tem o potencial de unir duas esferas diferentes de energia. (…) O “Projeto 11:11” é uma ativação planetária, ou ponte para uma nova espiral de padrão energético, completamente diferente da vivida até então.

O 11:11 não é só um Portal Dimensional, mas uma poderosa energia que cada um sente de uma forma. Quantos de vocês deram pausas repentinas no que estavam fazendo e olharam para o relógio, constatando ser 11:11 Hs. Esse Portal é um canal direto com nosso Eu Superior, pelo qual podemos evoluir. Esse Portal – em suma – marca o fim da dualidade e a abertura para a Unidade, que é nossa Essência Divina.

Cordelzinho Encantado

Com o final da novela da Globo “Cordel Encantado” (a melhor novelinha de todas, ever, ever) eu lembrei do Cordelzinho Encantado que fiz como lembrancinha do nascimento da minha obra prima, ou melhor dizendo, minha obra filha, a Isadorinha.

Meu parceiro “no crime”, o Chico, cuidou da produção (literalmente, hehehe). A capa foi presente do Mário Sanders.

Resolvi republicar aqui porque tava lá perdido, no meu antigo blog, que ainda consegui encontrar, abandonei porque é aquele, da UOL, e é muito limitado, nem ferramenta de busca decente tem. Foi por isso que migrei pra cá.

Então, o Cordelzinho Encantado conta a saga da Isadorinha desde antes de nascer, quanto tivemos que convencer o Chico a reverter uma vasectomia de quase 18 anos e a ter um terceiro filho. Foi peia, mas conseguimos. E o resultado está agora aqui, adormecida ao meu lado, grandona, linda e inteligentíssima, toda se achando.

No início, uma batalha
Essa menina travou:
Libertar todo um exército
De sementes libertou.
O pai, na ponta da faca,
Na mesa de cirurgia
Foi a primeira vitória
Dessa guerreira guria.

Depois, da mãe, já passada,
Ela tratou de cuidar
Foi ver se ainda prestava
Pra modo de engravidar.
No meio de tanto exame
A véia surpreendeu
E de repente, no susto,
Um barrigão floresceu.

Papai-avô deu no couro
Porque é cabra do sertão
Mamãe respondeu à altura
Por causa do sangue alemão.
O fruto dessa mistura
De Rio Grande com Ceará
É ela, se chama Isadora
E mais esperada não há.

Fez papai virar pedreiro
Fez mamãe largar a farra
Preparou todo o terreiro
Porque teve muita garra.
Mostrou-se sempre atrevida
Na telinha do ultra-som
Essa Isadora querida
É mesmo tudo de bom.

Deixou tanta gente feliz
Antes mesmo de chegar
Vovô sorriu lá do céu
Vovó veio de longe pra cá.
Os avós lá de São Paulo
Enviaram muito carinho
Que chegou para somar
Ao da madrinha e padrinho.

Arre-égua, barbaridade,
Enfim chegou a tal hora
Em que sai dessa barriga
Para o mundo, Isadora!
Pois seja muito bem-vinda,
Venha tomar o que é seu:
Sua vitória foi linda
E você mais linda nasceu.

Como enlouquecer um redator publicitário

Na cola do famoso texto que circulou pra caramba pela web, o “como enlouquecer um designer” (de Ghislain Roy), resolvi fazer a versão redator publicitário. Se é que ainda não foi feito, o que acho dificil. Mas, seja como for, deu vontade. Então, lá vai.

Trabalho inútil

Antes mesmo de apresentar ao cliente, diga ao redator publicitário que ele deve diminuir ainda mais o texto do anúncio, porque os leitores de jornais e revistas simplesmente não leem. E, se ele der uma resposta maleducada do tipo “então, pra que texto?”, responda que é para compor melhor o layout. Para terminar o papo, coloque seu iPod e saia da sala ouvindo Zezé de Camargo e Luciano.

Título triturado

Sente-se ao lado do redator e do diretor de arte, diante do computador, e vá tirando do título do anúncio todos os charmes que o redator colocou para deixá-lo coloquial e personalizado. Até chegar a algo simples e direto, sem sal, sem diferencial, sem porra nenhuma. Daí peça para o redator fazer um novo título, pois o cliente quer algo coloquial e personalizado.

Continuar lendo

Poema embriagado

Acusas-me, poema
de não te receber de bom grado.
Pois bem, que seja eu o acusado.
Chegas em horas péssimas,
chegas sempre em péssimo estado,
e queres o quê?
Queres coro, velas, perfumes?
Queres gritos exaltados?
Que diabo queres tu,
poema desfigurado?
Se chegas assim, embriagado,
cheirando a bar e a cigarro,
se chegas tirando um sarro,
tonto e querendo tudo?
Pois se é assim, te recebo mudo.
E pior, te escrevo calado.