criança interior

li há pouco um post no facebook sobre a “criança interior”. lembrei um pouquinho de um monte de coisas que o meu terapeuta me disse sobre isso. resumindo, o texto que se segue é ao mesmo tempo uma autoanálise, uma provocação e uma tarefa de casa. tipo 3 em 1 mesmo.

minha criança interior começou a ter problemas já dentro da barriga da mãe exterior. naquela barriga havia muito mais medos, culpas e tristezas do que nutrientes. o romper da concepção já seria o primeiro momento de ruptura da zona de conforto da minha criança interior. a bichinha.

o segundo momento de ruptura eu acho que pode ter sido a chegada da irmã mais nova. com a chegada daquela bebê lindamente loura e vivaz a minha criança interior, que era meiga e doce, beirando a insossa, deixou de ser o bibelô da casa para virar “saco de pancada” dos meninos (claro que entre aspas, eles não batiam nela). mas devo dizer que um deles, em especial, a fazia se mijar diante de todos com o “ataque de cosquinha” ou quase morrer asfixiada nas brincadeiras de “ficar roxinha”. tudo muito meigo.

no terceiro momento a minha criança interior já é adolescente, mas como ela sempre foi meio retardada no cronograma de faixa etária, aos 15 anos era uma meninona mesmo. uma criança. e uma ruptura muito foda se deu aí, quando seu pai exterior separou-se de sua mãe exterior, e quebrou em mil pedacinhos um mundo exterior – que se juntou aos caquinhos do seu/meu delicado mundo interior, também quebrado. lembro aqui quando o pai pediu pra minha criança interior o ajudar a fazer sua mala, essa cena me comove porque me lembro dela por trás de uma névoa de lágrimas, foi assim que eu a vi. dobrando as camisas e as acomodando na mala, mas sem enxergar direito, pois havia uma lâmina intermitente de lágrimas que escorriam pelos meu olhos. assim vejo a cena até hoje em minhas lembranças, como se fosse um filtro do instagram, uma cortina de lágrimas vertidas pela minha criança interior, a princesinha que não queria ver o seu príncipe, o seu pai, o amor da sua vida, partindo assim da sua casa.

tem mais, tem outros, aliás, tem uma ruma. mas resolvi que vou usar estes específicos três momentos de ruptura do crescimento em conforto da minha criança interior e vou tentar fazer uma coisa que eu já devia ter feito há muito tempo. além de entregar para o meu terapeuta ler, em paralelo, vou aplicar a técnica EFT, ou tapping, junto à alguma meditação e ho’hoponopono, focada nestes momentos, e tentar purificar essa porra toda, tipo dar uma lavada na alma. dar um “pedala” nesta criança interior chatinha mimimi. porque né?

 

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