my selfie (ou) eu mesminha

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o fato é que eu estou bem no meio de uma grande mudança na minha vida. com certeza já já eu vou reaprender muitas coisas, aprender outras tantas, sei lá. como aqui é o meu próprio blog divagarim, é bem divagarim mesmo que eu conto as coisas por aqui. às vezes é melhor a gente ficar quieta mesmo, sei lá.

o fato é que do meio desta ponte estou vislumbrando novas possibilidades, novos horizontes, novas paisagens (reais, destas de janela, como também profissionais, autorais, pessoais), e é claro que isso assusta um pouco, ou até mesmo assusta muito.

tenho tido muito trabalho – isso é bom! – e me envolvi pra caramba com uma vontade política que andava adormecida em mim, uma vontade de expressar “meu ideário” de alguma forma mais efetiva, sei lá. falar o que eu penso. ficar sozinho é sempre um bom exercício pra isso.

o fato é que estamos a dois dias de uma eleição acirrada entre uma liderança em que eu acredito versus um retrocesso que sinceramente eu não quero. então, é um momento histórico, não dá pra ficar em cima do muro, a pessoa tem que se posicionar. margem de erro? o erro agora é ficar à margem desse momento.

pra mim não houve a menor dúvida em escolher. meu voto é pela domaria que vive lá no grotão de um dos quatro cantos deste nosso país enorme, meu voto não é pra mim. não mudei em nada meu pensamento, escolho super tranquila, eu sou petista, sigo petista, sempre fui. domingo eu tô lá, votando camilo aqui no ceará e dilmão lá em brasília.

então, de vez em quando vou registrar aqui este momento maluco que estou vivendo. agora, por exemplo, acompanhando no twitter o pau a pau dos resultados das pesquisas de intenção de voto, suas leituras surreais, suas manipulações, enfim, o jogo todo. jogo este que, por sinal, estou me divertindo muito em assistir ou participar – vou nem mentir.

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sim, estou também bem na metade do caminho da mudança “geográfica” em minha vida: entre morar em uma casa no alto das dunas e me mudar para um apê, bem no meio dos zói da burguesia, bem no meio do coração do bairro mais nobre da cidade, bem no piercing do umbigo da civilização fortalezense. acho que eu sou isso que o pessoal anda chamando de esquerda caviar, kkk… por mim, sem problemas. mas com espumante dos bons, spritz aperol se possível, porque né?

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5 pensamentos sobre “my selfie (ou) eu mesminha

  1. Olá, passando por aqui vejo este texto de mudanças.
    Lembro-me da minha. Muito assustadora por sinal, pois, tive que abandonar minha família (no Ceará) e seguir os passos do meu esposo (novo emprego aqui no Piauí). Foi muito difícil aquele novo contexto, pois, não conhecia ninguém, e para piorar a situação meus filhos eram pequenos. Aprendi muito, arrependo-me um pouco, pois, em nenhum momento ele pensou em mim, apenas em sua vida profissional, e, como eu não tinha opção financeira, acabei cedendo.
    O seu caso é totalmente diferente, novas escolhas, e com absoluta certeza você encontrará lindos caminhos a trilhar.
    Por vezes, é preciso sair do comodismo, da zona de conforto, mas é preciso muita coragem.
    Bjs. Lindo Texto.

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      • Sabe, é mais fácil falar com novos amigos desconhecidos, com pessoas que não estão presentes no dia-a-dia e que não necessitam te criticar.
        Casei-me muito nova, e não procurei me aperfeiçoar no lado profissional, não conclui minha faculdade, pois, engravidei cedo, e, por incrível que pareça, comecei a viver na sombra de um homem, ele passou em um concurso público aqui no Piauí, e, com filhos pequenos e sem um emprego bom, vim com ele, sofri muito no início, não conhecia ninguém, as crianças pequenas, feito louca cuidado da casa, e ele, por sua vez, chegava do trabalho super calado, frio mesmo, sempre foi assim, eu achando que ele iria mudar, triste engano, e, ficava ali acompanhada mas na mais profunda solidão.
        Meus filhos já estão adolescentes, mas preferem a companhia dos amigos, entendo, é a idade mesmo.
        Hoje, aqui, neste Estado mega quente, já fiz algumas amizades, mas nada como a família, estou fazendo uns cursos para tentar um emprego melhor.
        Por fim, amiga virtual, gosto de ler os seus textos, fico muito tempo na internet sabe, amenizando as minhas carências.
        De verdade, se eu pudesse voltaria para Fortaleza, para viver com minhas irmãs, mas foi a vida que escolhi..sou feliz pelos meus filhos, apenas.
        Obrigada, pela atenção. Desculpa o desabafo, mas prefiro conversar com pessoas que não convivem comigo, evitando assim, fofocas…
        Boas mudanças para você e para sua família.

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  2. Clarisse, depois você poderia escrever um texto sobre como uma mulher pode se anular, na sua visão, acho você tão livre no pensar, os seus textos são tão libertos de crenças ou culturas. Ultimamente estou procurando forças, e, estou a ler muito sobre isso na internet. Obrigada!

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    • Ângela, acho q DEVO escrever um LIVRO sobre como uma mulher pode se anular, e seria uma biografia, pois isso é a história da minha vida… vamos conversar! vamos nos achar no facebook, me cate lá: Clarisse Ilgenfritz 😘

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