Gray Gardens


Acabo de assistir um filme extraordinário. Antes, devo confessar que sou fã de Crepúsculo dos Deuses, e o clima Sunset Boulevard me habita do tapetinho persa puído até a última escadaria empoeirada.

Bom, o filme em questão é o “puxadinho” muitíssimo bem construído de um documentário que causou comoção ao ser lançado, em 75 se não me engano. (Vou colocar ali no final o link onde vai ser possível encontrar todos os dados que jamais lembraria nem teria saco de ficar relatando aqui, mesmo porque não sou resenhista nem crítica e nem pretendo ser.)
Sim, voltando, o filme é o título deste post, “Gray Gardens”. Jessica Lange e Drew Barrymore estão incrivelmente perfeitas no papel das Edies, mãe e filha que viveram por anos reclusas em uma mansão em Hamptons. As semelhanças entre as atrizes e as personagens retratadas são um prato cheio de sutilezas e poesia. Não dá para explicar. Eu não assisti o documentário, vou tratar de fazer isto o quanto antes. Porém, nos extras do DVD a gente pode ter o gostinho de sentir o quanto foi genial o trabalho de caracterização destas duas espetaculares atrizes.
E isso que eu nem falei da história! A vida é muito mais doida que a ficção, disso eu já sabia, mesmo antes das aulas de dramaturgia do Dragão do Mar, no Museu da Imagem e do Som (putas saudades daquele tempo, este filme me deixou soberbamente melancólica).
As duas, mãe e filha, respectivamente tia e prima de Jackye Kennedy/Onassis, viveram anos de uma pensão mixuruca (tipo 150 dolares por mês), reclusas em uma mansão enorme, sem fazer nada a não ser cantar, dançar, se autossabotar, sonhar, viajar e criar gatos e guaxinins. Tudo ao redor é sujeira e bagunça, mas elas não vivem o tudo ao redor. Trata-se de uma história tão absolutamente umbilical e dramática que nem o mais criativo freudiano, sei lá, psicopata, poderia imaginar. Figuras patéticas, surreais, absurdas, teimosas, frágeis, insanas, exuberantes. Deliciosas figuras.
Vale ver. Ô, se vale.
(Prometo assistir o documentário original também e fazer um update assim que possível. Vou procurar a foto da capa do documentário de 75 pra colocar aqui, pra ficar bonito. Já volto.)


(Pronto, ficou show.)
Neste blog tem um post beeeem completo sobre o filme, pra quem curtiu e quer saber mais, ou pra quem quer ler um papo de gente que entende de cinema de verdade, o que definitivamente não é o meu caso.

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Um pensamento sobre “Gray Gardens

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