Poema embriagado

Acusas-me, poema
de não te receber de bom grado.
Pois bem, que seja eu o acusado.
Chegas em horas péssimas,
chegas sempre em péssimo estado,
e queres o quê?
Queres coro, velas, perfumes?
Queres gritos exaltados?
Que diabo queres tu,
poema desfigurado?
Se chegas assim, embriagado,
cheirando a bar e a cigarro,
se chegas tirando um sarro,
tonto e querendo tudo?
Pois se é assim, te recebo mudo.
E pior, te escrevo calado.

Anúncios

3 pensamentos sobre “Poema embriagado

  1. Até os poemas têm direito de se embriagar.
    Seja na praça, na rua ou no bar
    a poesia há de comportar
    os verdadeiros ‘sarros’ que a vida dá.

    😛

    Bjo em tu, moça!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s